Café é um dos segmentos de alimentação com mais opções de formato no franchising: há cafeterias com salão, quiosques de shopping, operações de café para viagem e até redes que trabalham com máquinas instaladas em empresas. A lista de franquias de café da LBF reúne 42 marcas, que somam 2.146 unidades. Este guia mostra quem são as maiores, como elas se dividem e o que observar ao comparar.
Os números abaixo vêm da base da LBF, que reúne o que as próprias marcas e os portais de franchising divulgam. Valores e quantidade de lojas mudam com frequência, então trate a lista como ponto de partida e confirme cada dado na Circular de Oferta de Franquia.
As maiores redes de café do Brasil
Por número de unidades em operação, o ranking do segmento é este:
- Mais1 Café: 323 unidades. Investimento de R$ 140 mil a R$ 150 mil, taxa de franquia de R$ 45 mil, royalties de 7% e retorno estimado de 18 a 24 meses.
- Go Coffee: 300 unidades. Investimento de R$ 115 mil, taxa de franquia de R$ 35 mil, sem cobrança de royalties e retorno de 12 a 18 meses.
- Casa do Pão de Queijo: 227 unidades. Investimento de R$ 190 mil, royalties de 3% sobre o faturamento e retorno de 24 a 40 meses.
- Grão Espresso Cafeteria: 210 unidades. Investimento de R$ 155 mil a R$ 260 mil e royalties de 5% sobre o faturamento bruto. A rede informa que começou em 1992 com carrinhos de café.
- Havanna: 134 unidades, com investimento de R$ 249 mil a R$ 440 mil e royalties de 4% a 5%.
- Casa Bauducco: 114 unidades, com investimento de R$ 523 mil. A marca informa que o formato, que combina empório e cafeteria, foi criado em 2012.
- Splash Cafés e Bebidas Urbanas: 100 unidades.
- Pilão Professional: 97 unidades, com investimento de R$ 45 mil a R$ 95 mil.
- Café do Ponto: 76 unidades, com investimento de R$ 260 mil a R$ 445 mil. A marca informa atuar no mercado desde 1954.
- Delta Expresso: 69 unidades. A rede se apresenta como uma torrefadora de origem portuguesa.
Logo abaixo aparecem Fran's Café, com 60 unidades, Sterna Café, com 59, e Inverno D'Italia Coffee, com 52.
As três primeiras somam 850 lojas, cerca de 40% de todas as unidades do segmento na base. É um mercado bem menos concentrado do que fast food: há espaço para redes médias e regionais, e cinco marcas listadas ainda não informam unidades em operação.
Quatro tipos de franquia de café
Olhando formato e investimento, as marcas se dividem em grupos com operações bem diferentes.
Café para viagem e quiosques. Mais1 Café e Go Coffee lideram o ranking com modelos compactos e investimento de até R$ 150 mil. Em geral, são operações de balcão, com cardápio curto e foco em fluxo de passagem. O ponto pesa mais que o salão.
Cafeterias tradicionais de shopping e rua. Casa do Pão de Queijo, Grão Espresso, Café do Ponto, Sterna e California Coffee (R$ 250 mil a R$ 410 mil) trabalham com balcão, mesas e um cardápio que mistura café, salgados e doces.
Cafeteria com empório, doceria ou tortaria. Havanna, Casa Bauducco e Bella Gula (R$ 350 mil a R$ 610 mil) somam ao café a venda de produtos da marca, como alfajores, panetones e tortas. O investimento costuma ser maior, porque a loja também é vitrine.
Máquinas e operação de café em empresas. Pilão Professional, Amiste Café e Mara Mix seguem outra lógica. A Amiste se apresenta como operadora de locação e venda de máquinas, e a Mara Mix informa trabalhar com máquinas em pontos parceiros, em formato home based, ou com carrinho. Não há salão para cuidar, mas o trabalho é comercial e logístico.
Quanto custa entrar no segmento
Entre as marcas da seleção que divulgam investimento, os valores vão de R$ 45 mil (Pilão Professional) a R$ 1,2 milhão (Quiero Café, no formato maior). A maior parte fica entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão. A diferença vem quase toda do formato: um quiosque com máquina de espresso custa uma fração de uma cafeteria com cozinha e salão. O detalhamento está em quanto custa abrir uma franquia de café.
Como comparar as marcas
Número de lojas é só um dos critérios. Antes de escolher, coloque lado a lado:
- Formato e metragem. Quiosque, loja de balcão, cafeteria com salão ou operação de máquinas exigem perfis de dono diferentes.
- Fornecimento de grãos e máquinas. Pergunte se o café é da própria marca, se as máquinas são compradas ou em comodato e como os preços são reajustados.
- Royalties. No topo do ranking há de tudo: 7% na Mais1 Café, 3% na Casa do Pão de Queijo e nenhum royalty na Go Coffee, segundo o que as redes divulgam.
- Ticket médio. Café sozinho tem ticket baixo; o faturamento depende de salgados, doces e bebidas especiais.
- Prazo de retorno. As estimativas vão de 12 a 18 meses até 24 a 40 meses entre as redes que informam. Confirme com franqueados.
Converse com pelo menos três franqueados de cada marca finalista, de preferência em cidades parecidas com a sua. Para entender riscos e perfil, leia também franquia de café vale a pena?.